Nesta sexta-feira, dia 17, foi realizada a segunda edição da Oficina do Olhar na Geração Poa. Desta vez, a aula foi ministrada pela integrante do design do NEA, Thais Leite. Estavam presentes os participantes das Oficinas da GPOA de Papel Reciclado e de Papéis e Cartões, com o acompanhamento da Terapeuta Ocupacional Carmem Vera, da Assistente Social Jussara e do estagiário Gabriel.

Veja mais sobre a primeira edição aqui.

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O objetivo da oficina, desta vez, foi desenvolver a percepção das cores. Em uma primeira etapa, foi abordado um artista referência: Hélio Oiticica, neoconcretista brasileiro atuante, principalmente, nos anos 60 e 70. Foi feito um breve relato sobre o seu histórico e abordadas as obras que revelam o estudo sobre as cores, desde a cor como estrutura geométrica na superfície, como superfície no espaço, como objeto e até a cor vivenciada: os parangolés.

Ao longo da exposição dos registros do seu trabalho foram surgindo dúvidas e levantadas questões críticas sobre a arte e a sociedade, resultando em um debate bastante produtivo entre os participantes. Isso abre um leque de possibilidades para continuar a pensar sobre estes assuntos, além da cor. Os participantes simpatizaram com a possibilidade dos Parangolés e aos poucos foram se abrindo à interação e à vivência da COR de maneira lúdica.

Parangolés.

Parangolés.

A oficineira então propôs que os usuários elaborassem os seus próprios parangolés com tecidos de diversas cores. A proposta agora era vivenciar a cor e expressá-la através de movimentos e palavras, bem como interagir com a cor do outro. A expectativa era que cada usuário fizesse uma análise subjetiva da cor, assim como o seu conjunto, de como elas podem se harmonizar e trazer um sentido, mesmo que subjetivo, que atinja o observador.

Na segunda etapa da oficina, a proposta era dividir dois grupos para que pesquisassem na internet imagens das culturas de imigração italiana e alemã em Porto Alegre, pois este será o tema da agenda 2010 que será elaborada por eles. Através das imagens, os grupos deveriam perceber combinações de cores que se harmonizassem e ao mesmo tempo estivem relacionadas ao tema. Além da pesquisa de imagens, a proposta fez com que os usuários praticassem as ferramentas de busca na internet. “Nós orientamos, mas é importante que eles mesmo saibam como pesquisar, pois isso torna o grupo mais independente para pensar os próximos projetos”, disse Thais Leite.

Alguns usuários se dispuseram a continuar pesquisando imagens em livros e revistas.

Parangolés.

Parangolés.

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