REUNIÃO DA REDE DE INCUBADORAS TECNOLÓGICAS DE COOPERATIVAS – REDE ITCP´s

A reunião deveria versar sobre questões da rede nacional, no entanto, devido a ausência de ITCPs de outros estados, bem como a forte presença de representantes de organizações de países latinoamericanos como do Uruguai, Argentina e Paraguai, resolveu-se  estabelecer uma pauta que desse conta de trocar informações com os países vizinhos e, ao final do tempo disponível, um ponto de pauta para resolver pendências organizativas da rede de ITCPs da região sul.

Deste modo, foram destaque da discussão algumas questões abaixo pontuadas.

1)      O que é incubadora ITCP´s

2)      Diferenças entre ITCP´s e Unitrabalho

3)      Integração latinoamericana da Economia Solidária

4)      Rede de ITCP´s

1) O que é incubadora ITCP´s e qual sua importância

– No Brasil, há mais de 80 incubadoras, sendo que por volta de metade está presente na rede de ITCP´s em diversos estados, tanto em universidades públicas quanto privadas.

– Incubar – acompanhar, sistematicamente, grupos de ECOSOL

– Incubadora em Instituições de Ensino – o papel da extensão é sistematizar as experiências e tecnologias em ECOSOL e transformá-las em dados, conhecimento e ciência.

– As instituições de ensino têm o papel de possibilitar o acesso de informações ao movimento de ECOSOL.

2) Diferenças entre ITCP´s e Unitrabalho

– No Brasil, basicamente, há duas redes, a rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares e a Unitrabalho.

– A rede de ITCP´s tem sido mais orgânica e efetiva, tentando trabalhar de forma autogestionária.

3) Integração latinoamericana da Economia Solidária

– O projeto de Incubadoras na Argentina tem assumido uma importância no contexto das crises que têm assolado o país.

– Na Argentina, há capacitação laboral de pessoas que saem da penitenciária, recuperação de empresas, feira de microempreendimento s, programa pró-jovem.

– No Paraguai, ainda está fraco o apoio de ONGs e Universidades junto aos empreendimentos.

– A prefeitura de Morón, na Argentina, auxilia com capacitação aos trabalhadores. Também foi criado um fundo municipal que dá auxílio à ECOSOL, bem como registro de pessoas que trabalham com ECOSOL e espaço de comercializaçã o.

– No Uruguai, está tendo apoio direto das reitorias para a criação de incubadoras universitárias.

– Em outros países latinoamericanos, o trabalho de incubadoras universitárias é incipiente.

– No Brasil deparamos com problemas de como incorporar a incubação à formação do estudante. Há problemas com relação à continuidade na equipe de incubação.

– A ECOSOL demanda educação. Não se trata de problemas meramente técnicos ou administrativos, há que se trabalhar a partir da educação para que possamos chegar na autogestão.

– Há que se lutar por políticas públicas de Estado. No Brasil, a realidade começa a mudar a partir da SENAES. Há que se cobrar do BNDES e demais bancos públicos, crédito sustentável para empreendimentos em ECOSOL. O Estado deveria privilegiar a compra de produtos de empreendimentos em ECOSOL, porém não há políticas públicas efetivas e consistentes de produção nesta perspectiva.

– No Brasil, a média de renda dos trabalhadores cooperados em ECOSOL corresponde à menos de um salário mínimo.

– Problemas na incubação em instituições de ensino: recursos financeiros e equipe, muitas vezes composta de estudantes, são flutuantes. O estudante “troca” o trabalho da incubadora porque precisa se sustentar e consegue um estágio bem remunerado em uma empresa.

– O papel da universidade deveria ser preparar, com formação, a sociedade. Ex.: capacitar a prefeitura na incubação.

– Nenhum dos países latinoamericanos tem programas de Estado.

4) Rede de ITCP´s

– Congresso: convite e estímulo à participação de incubadoras latinoamericanas.

– O congresso será em março, em Porto Alegre, juntamente com o Encontro Nacional. Problema: o recurso financeiro não foi pautado no PRONINC.

– Encontro regional, proposta de mudança de data para início de novembro.

– CFEs Sul- convite para representação da rede de ITCP´s. Sugestão: participação do coordenador e/ou vice-coordenador e revezamento da participação das incubadoras.

– Encontro da FINEP, em agosto na Unisinos.

– Mapeamento da região sul. Incubadoras responsáveis: FURG, Unijuí e Unisinos. Falta fechar o mapeamento. Os dados serão listados e haverá seminários de divulgação em cada estado. Problema: duplicidade de cadastramentos, pois os grupos mudam o nome de acordo com os projetos.

PROPOSTAS:

– Integração latinoamericana a partir das redes de ECOSOL. Pensar na possibilidade de uma rede de incubadoras latinoamericana. Abrir um espaço de discussão no Congresso da rede sobre essa questão.

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