De terça-feira (8/11) a quinta-feira (10/11) a Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (SESAMPE) promoveu o primeiro Grandes Encontros da Economia Solidária, na Assembleia Legislativa. Reuniram-se, no primeiro dia,  representantes de 310 empreendimentos que avaliaram os rumos das ações e as estratégias de organização daqui pra frente, nos setores de agricultura familiar, artesanato, alimentação, confecção, construção civil, metalurgia, habitação, reciclagem e serviços.

Ainda na terça-feira, foi assinado um termo de cooperação entre o governo do Estado e o governo uruguaio, com o objetivo de promover ações conjuntas para a construção da Cadeia Solidária Binacional do PET, que visa a transformar as garrafas, até então lixo, em flake, fibra e tecido para a confecção de sacolas, almofadas e outros produtos com soluções favoráveis ao meio ambiente.

Na quarta-feira o painel Mulheres Transformando a América Latina discutiu o protagonismo feminino nas atividades predominantes na Economia Solidária, tendo em vista a multiplicidade de atuação, geração de renda, trabalho doméstico, cuidados com a família e o hoje para o futuro dessas mulheres. A primeira-dama Sandra Genro abriu o dia, lançando a mostra do Coletivo Fotográfico Nondogma, que retrata o dia-a-dia das mulheres que trabalham com a economia solidária no Estado.

O encerramento na quinta-feira propunha discussões de Estratégia de Desenvolvimento. A mesa contava com a presença do secretário da SESAMPE, Maurício Dziedricki, que afirmou o interesse da incipiente Secretaria em promover e difundir os projetos associativos, a autogestão, o desenvolvimento sustentável, a geração e distribuição de renda. Como forma de instigar os participantes do seminário, foram apresentadas várias experiências solidárias bem sucedidas, tais como a Justa Trama, que hoje envolve 700 trabalhadores em todo o Brasil, e grupo espanhol Mondragon, que reúne mais de 130 cooperativas.

O NEA ressalta a importância desse tipo de atividade para que a Economia Solidária ganhe visibilidade e se fortaleça no estado. Acreditamos que a SESAMPE tenha um papel chave nessa construção ainda a ser melhor explorado. Dentre os problemas comuns destacados pelos empreendimentos participantes estão as dificuldades com orçamento, estrutura, a dificuldade de se relacionar com o mercado e a necessidade de espaços de comercialização. Cabe ao Estado fomentar o desenvolvimento: criando uma tributação específica para cooperativas, que atualmente pagam seus impostos como empresas comuns; interiorizando a representação da SESAMPE, de modo que todas as regiões do RS sejam contempladas; promover concursos que selecionem profissionais capacitados para atender as demandas da Economia Solidária.