O relatório da ONU sobre a fome, divulgado na última terça, 9, estima um cenário mundial de 870 milhões de subnutridos. No prefácio, a afirmação (e o desafio) de que “o mundo tem o conhecimento e os meios para eliminar todas as formas de insegurança alimentar e de subnutrição” instiga a reflexão sobre os padrões atuais.

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo o dia 16 de outubro, mais de 180 países organizam atividades e se mobilizam para discutir formas de reduzir a fome. A data é comemorada há 27 anos e lembra a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Em 2012, o tema proposto foi sobre Cooperativas Agrícolas, para desencadear uma reflexão sobre o quadro atual da ação das cooperativas na garantia da segurança alimentar e na redução da pobreza.

Foto: Cartilha FAO

O Núcleo de Economia Alternativa (NEA) integrará às mobilizações em torno do Dia Mundial da Alimentação, com ações focadas na saúde e na agroecologia.

Em parceria com o Centro de Tecnologias Alternativas e Populares (CETAP) e com o empreendimento Encontro de Sabores, serão promovidas Oficinas de Gastronomia Contemporânea com Polpas de Frutas Nativas voltadas aos graduandos, no dia 19. A ideia é, a partir do mote das espécies nativas, instigar reflexões acerca de temas como desenvolvimento local, sustentabilidade, biodiversidade, segurança alimentar e nutricional.

A partir do debate e da prática, objetiva-se oportunizar a comunidade acadêmica o aprendizado de preparações com produtos regionais. Após abordagem teórica, os participantes atuarão no preparo de bebidas e receitas com as polpas, degustando os produtos ao final da oficina.

No Dia Mundial da Alimentação, 16, acontecerão atividades no entorno do Contraponto, entreposto de comercialização solidária no Campus Central da Universidade. A comunidade poderá conhecer as frutas e assistir ao vídeo que será projetado pela noite, às 18h30. A partir deste dia, polpas de butiá, goiaba, guabiroba, araçá vermelho e pinhão serão comercializadas no Contraponto.