A Juçara, Euterpe edulis, palmeira de grande relevância ecológica, vem sendo uma das espécies mais exploradas na Floresta Atlântica (REIS & GUERRA, 1999). O intenso extrativismo vem ameaçando a preservação da espécie, uma vez que, constituída por caule solitário, o corte para a extração do palmito, produto visado, implica o sacrifício da planta (MORTARA & VALERIANO, 2001).

A produção de açaí a partir da polpa dos frutos de juçara, similares ao açaí da Amazônia, vem sendo apontada como importante estratégia para a conservação da espécie e das florestas nativas. Com potencial socioeconômico para a geração de renda às comunidades rurais na área de abrangência da Mata Atlântica, acredita-se que a atividade pode contribuir para a segurança alimentar (NOGUEIRA & HOMMA, 1998; MAC FADDEN, 2005; SILVA FILHO, 2005).

A comercialização da polpa da juçara no Rio Grande do Sul é permitida quando obtida a partir de áreas cultivadas. No município de Maquiné, situado no litoral do Rio Grande do Sul, essa atividade vem sendo realizada desde 2004 e monitorada desde 2006 através, de fichas de colheita. A avaliação dos dados das safras de 2006, 2007 e 2008 revela um crescimento da atividade e demonstra a viabilidade do extrativismo para consumo familiar (LÜTKEMEIER et al., 2008).

Em relação aos valores nutricionais, resultados de estudos realizados por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) demonstraram que a juçara possui elementos minerais em quantidades próximas ou, para alguns elementos, superiores às do açaí, por exemplo do Potássio, Ferro e Zinco.

Referências

Inaceres

Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais

Revista Brasileira de Agroecologia

Revista Brasileira de Agroecologia